Africanize-se no “All TV”!

10 12 2009

Amanhã, dia 11 de dezembro, participo de um bate papo sobre a África do Sul no programa “Visão Plural“, do site All TV:

Serviço:

PROGRAMA VISÃO PLURAL
11 de dezembro, a partir das 11h da manhã

Onde: All TV
Site: www.alltv.com.br

Quem puder assistir, participe como internauta!

Cheers,
ERIK SADAO

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A Rota Jardim, um dos passeios mais completos da África do Sul

10 12 2009

A Rota Jardim é uma das principais atrações turísticas da África do Sul. Trata-se do trajeto percorrido de carro em que se cruza as províncias de Western Cape e Eastern Cape pela estrada N2 que praticamente corta o país. No caminho, vistam-se as cidades localizadas entre Cape Town e Port Elizabeth.

Eu já fiz a rota algumas vezes (7 para ser exato!) e sempre tive experiências incríveis. A Rota Jardim oferece uma série de atividades em cidades para todos os gostos. Por isso, indico, sem medo, para todo mundo.

As estradas da África do Sul são muito seguras e tem grande estrutura. Por isso, não tenha medo de pegar o carro já na chegada ao país e cair na estrada. A N2 é uma das rodovias federais que não tem pedágio, o que encoraja, muito, o turismo local. Prepare-se para encarar vias aos finais de semana e feriados.

Os fãs de surf, por exemplo, podem passar a maior parte do trajeto visitando a meca do esporte, Jeffreys Bay (vou falar mais sobre a cidade em outro), localizada a somente 45 mínutos de Port Elizabeth e, se quiserem mudar de praia, podem seguir para Plettenberg Bay, uma das cidades mais lindas da costa, a aproximadamente 2 horas de Jeffreys Bay, bem próxima à Knysna, uma das principais paradas da rota.


Vista de uma das guest houses em Jeffrey’s Bay

Outra ótima opção para surf é a cidade de Wilderness, que disputa em beleza com Plettenberg Bay e Knysna.

Quem quer esportes radicais pode parar no Tsitsikama Park e deixar a adrenalina correr no sangue por alguns dias. O maior Bungy Jump do mundo, com 216 metros de queda livre, está instalado em uma ponte que cruza o parque, a impressionante Bloukrans Bridge. A estrutura conta ainda com uma tirolesa que pode ser utilizada como “meio de transporte” até o ponto de salto.

Outras atração da região, um pouco menos radical, é o arvorismo, Canopy Tours, que permite que o visitante explore a floresta Tsitsikama preso a cabos de mais de 60 metros de altura. É uma boa maneira de se acostumar com a altura antes de saltar no Bungy Jump! Um detalhe interessante: esta é a única maneira de ver floresta de perto já que, diferente dos outros parques nacionais, o Tsitsikama não está aberto à visitação.

Várias fazendas e pequenos parques para a prática de rafting, quadriciclo e bungy jumps menores completam a área do Tsitsikama Park (entre Plettenberg Bay e Knysna). Há também algumas reservas animais pequenas, que permitem o contato direto com os animais, como o Knysna Elephant Park, em que o visitante pode tocar e alimentar os elefantes.

Para quem quer contato com animais, a área da Rota Jardim pode ser uma boa opção mas atenção, não recomendo nunca como alternativa ao Kruger Park. Existe uma outra rota próxima, chamada Wild Coast (entre Port Elizabeth e Durban), com reservas animais semelhantes às do Kruger mas definitivamente não é o caso da Rota Jardim. A vegetação e o clima da região não são ideais para safári e as reservas, muitas vezes, não tem muitos animais. Algumas chegam a separar os predadores em áreas cercadas.

De todos os parques da Rota Jardim, recomendo o já citado Knysna Elephant Park e também a reserva The Plettenberg Game Reserve (de novo, somente se não estiver indo ao Kruger ou a outro parque, ok?). Há ainda alguns parques pequenos interessantes para observação de cobras, guepardos e outros animais.

Quem não abre mão de conforto, sofisticação e requinte tem na Rota Jardim a opção de alguns dos mais premiados hotéis da África e do mundo. Para este público, as principais paradas são Hermanus, Plettenberg Bay e Knysna, além da região dos vinhos próxima à Cape Town.

Há ótimos restaurantes em todas as cidades mas se você aprecia a alta-gastronomia deve considerar uma parada mais longa nas vinícolas de Stellenbosch ou Franschoek, ou na praia de Plettenberg Bay, considerada a cidade mais “top” da costa e em Knysna, a “capital mundial das ostras”.

Apesar das cidades de George e Outdshoorn serem paradas muito populares da Rota Jardim, eu não as recomendo. São ótimas opções para as excursões e têm passeios interessantes como a visita a uma gruta com enormes estalactites e estalamitites ou as inúmeras fazendas de avestruz. Para se chegar a Outdshoorn, percorre-se uma serra com vista de tirar o fôlego. Se estiver em um ônibus com destino à cidade insista para o motorista parar em um dos mirantes.

A tribo dominante, presente em todas as cidades da costa é a Xhosa (pronuncia-se algo como Khossa), que tem como filho mais ilustre, Nelson Mandela.

Na Rota Jardim fica difícil para o visitante resistir as compras. O artesanato (como na maioria das cidades) e produtos de beleza, principalmente os produzidos à base de Fynbos que cresce abundante na região, são ótimas opções para presentes.

Para facilitar, fiz um “ABC” da Rota Jardim, considerando a saída de Port Elizabeth com destino à Cape Town:

N2
Uma das principais rodovias do país que segue costeando boa parte do oceano Índico.

PORT ELIZABETH
Cidade que pode ser tanto o ponto de partida quanto o de chegada. Com muitas universidades, PE, como é chamada pelos sul-africanos, concentra grande vida jovem. Está localizada há somente 45 minutos de Jeffreys Bay.

JEFFREYS BAY
A meca mundial do surf, famosa pela “onda de direita mais rápida do mundo“, é uma das cidades mais alto astral da Rota Jardim. As excursões geralmente fazem somente uma parada, durante o dia, na cidade. Por isso, informe-se com antecedência sobre as acomodações. Se for temporada de surf, reserve com bastante antecedência. Jeffreys tem poucos quartos e o campeonato mundial da cidade, realizado em julho, costuma triplicar o número de moradores de Jeffreys. Dica: se estiver por lá, não deixe de fazer uma cavalgada ao pôr-do-sol na praia dos golfinhos, absolutamente inesquecível.

PLETTENBERG BAY
A cidade mais “top” da costa concentra a vida jovem mais abastada da África do Sul. Uma única rua reúne os principais bares e restaurantes. Por isso, não é difícil se localizar. Apesar de ser conhecida pelas praias (de surf) e pela paquera, que corre solta nas areias, Plettenberg oferece uma série de atividades bacanas como caiaque (dá pra ver golfinhos bem de perto!), e passeios de barco que, assim como Hermanus, possibilitam a observação de baleias.

TSITSIKAMA PARK
O parque nacional da Rota Jardim é conhecido principalmente por causa da diversidade de esportes radicais. Cruza-se praticamente todo o Tsitsikama quando se viaja pela Rota Jardim, preste atenção nos babuínos e pequenos animais que podem cruzar a estrada!

BLOUKRANS BRIDGE
A famosa ponte onde está instalado o maior Bungy Jump do mundo.

KNYSNA (pronuncia-se Naisna)
Considerada a “capital mundia das ostras”, Knysna é provalvemente a cidade mais agradável da costa. Uma única rua central, repleta de lojas e cafés e um charmoso Waterfront (píer) com ótimos restaurantes são ideais para se passar horas apreciando a paisagem dos lagos que dão forma à cidade. Se estiver calor, não deixe de visitar um pequeno paraíso, trata-se de Noetzie Beach, a praia mais linda da região. Uma curiosidade, engana-se quem pensa que Cape Town é a cidade favorita dos sul-africanos, eles preferem Knysna!

GEORGE
Uma das grandes cidades da costa é a porta de entrada para a “capital mundial das fazendas de avestruz”. Desvia-se da N2 (que segue paralela ao mar) para se chegar a George. A paisagem repleta de vales e formações rochosas impressionantes vale a viagem.

OUTDSHOORN
Cidade próxima a George onde está localizada a famosa gruta “Cango Cave“, que permite ao visitante um tour pelas estalactites e estalamitites que se formaram ao longo dos séculos na caverna.

WILDERNESS
Cidade pequena com uma praia super agradável. Informe-se sobre acomodação antes de ir.

MOSSEL BAY
Uma excelente opção para quem quer lindas praias e agito (mais na areia do que na cidade). Informe-se sobre hospedagem antes de ir.

HERMANUS
Considerada a “capital mundial da observação de baleias”, antes um fenômeno que só acontecia em alguns meses do ano (principalmente entre agosto e novembro), agora, graças ao aquecimento global, as baleias podem ser vistas o ano todo. Informe-se antes de ir.

STELLENBOSCH
Junto com Franschoek, a principal concentração de vinícolas do país. Vou escrever um post longo sobre esta área, prometo!

Há diversas outras cidades para visitar no caminho à Cape Town, Swellendam, uma cidade de grandes vales cortada por um rio límpido, é uma delas. Se estiver com tempo para mais uma parada, vá sem medo.

Antes de se chegar em Cape Town está localizado o Cabo Agulhas, o verdadeiro encontro dos oceanos Índico e Atlântico – se você não estiver indo à Rota Jardim, esqueça este parágrafo e veja os oceanos se encontrando no Cape Point, em Cape Town.

SOBRE OS PACOTES

Os pacotes existentes para a Rota Jardim, geralmente, incluem paradas nas cidades de: Knysna, George, Plettenberg Bay, Hermanus terminando em Cape Town.

Se você gosta de dirigir não deixe a “mão inglesa” te impedir de explorar a Rota Jardim de carro. Você irá se acostumar logo nas primeiras horas dirigindo. Tome cuidados básicos, seja prudente, respeite os límites de velocidade e a sinalização e divirta-se!

Para “self drivers”, eu recomendo reservar ao menos 6 dias para percorrer o trajeto entre Port Elizabeth e Cape Town, onde eu ficaria mais 4 dias, no mínimo.

Se você não dispõe de todo este tempo, considere as dicas deste texto para escolher as suas paradas, de acordo com os seus interesses pessoais em viagem.

Saiu hoje (9 de dezembro) no UOL ESPORTES uma matéria sobre o maior Bungy Jump do mundo, localizado em Bloukrans Bridge, na famosa “Rota Jardim“, um dos principais passeios da África do Sul.

Veja clicando aqui.

Ou no link: http://esporte.uol.com.br/ultimas/multi/2009/12/09/04023966C4C943A6.jhtm?na-africa-uol-esporte-encara-maior-bungee-jumping-do-mundo-04023966C4C943A6

Cheers,
Erik Sadao





Africanize-se!

8 12 2009

Há alguns anos atrás, após levar o primeiro grupo de agentes de intercâmbio para conhecer a África do Sul, me dei conta da falta de informação sobre o país que, na época, era o principal motivo que levava um estudante desistir de estudar no continente africano.

Os agentes de intercâmbio, acostumados a trabalhar com destinos “seguros” como Europa, Austrália, Canadá e EUA, não se davam conta da série de vantagens que a África do Sul oferecia ao estudante. E apesar de o destino fazer grande sucesso nos mercados europeu e asiático, não era muito divulgado como opção no Brasil.

Uma série de trabalhos foram necessários para tornar o país popular entre os estudantes brasileiros. Eu havia trabalhado muitos anos na cia. aérea do país, a South African Airways, e notava que os investimentos no mercado de intercâmbio eram mínimos, se comparado ao número de ações destinadas à promoção do turismo, principalmente de luxo, da África do Sul.

O desafio de promover a África do Sul para estudantes e trabalhar diretamente com o mercado de intercâmbio brasileiro me levou a deixar a SAA depois de quase 10 anos de trabalho.

Como apaixonado pelo país que sou, apesar de ter assumido a representação de uma escola em Cape Town, sempre fiz questão de divulgar o  destino e não simplesmente uma escola. E, durante mais de um ano, fui responsável por um blog sobre a África do Sul produzido em parceria com o STB, Student Travel Bureau, que acabou se tornando um grande sucesso entre estudantes e jovens que pensavam em estudar ou estavam de viagem marcada para o país.

“Relanço” este blog, agora independente, para gerar conteúdo útil a estudantes e viajantes interessados na África do Sul e, também, para promover debates e discussões com quem já foi.

Para enviar a sua pergunta, escreva para: esadao@gmail.com

Você pode deixar a sua pergunta nos comentários dos posts, mesmo que não seja exatamente sobre o conteúdo postado.

Claro, não sei tudo sobre o país. O que sei aprendi nas mais de 20 viagens que fiz (25 até este post) de férias e a trabalho, principalmente nos anos em que trabalhei na SAA. O que não sei, terei grande prazer em pesquisar para aprender, afinal, conhecimento sobre algo que nos desperta paixão nunca é demais.

Africanize-se!

ERIK SADAO